30.9.08

p)

estou chupando a buceta da marcelle já deve ter uma meia hora. primeiro eu estava com o rosto entre as suas pernas, mas depois de quinze minutos não aguentei mais ficar naquela posição e apoiei meu rosto na sua coxa, o que me deixou com um pouco de sono. para ficar mais desperto, virei ela de quatro e fiquei lambendo seu cú e sua buceta. agora estou com uma mão na sua xoxota e com a outra eu empurro a sua cabeça contra o travesseiro.

aqui, com meu corpo pendendo por cima do dela, eu tenho um momento de reflexão.


será que o poeta, quando disse que procurava uma linguagem capaz de dar forma ao que tem forma e dar não-forma ao que assim o é, será que ele se referia a isso. será que ele se referia a ter uma mulher na cama e saber que não existe nada que não possa ser tocado pela letra e que, ainda assim, nem tudo está lá. sempre falta. será que é isso que ele quis dizer quando disse que as mulheres iam se tornar poetizas e que aí os homens as entenderiam. será que ele se deitou com elas e se deitou com eles e quis traduzir um no outro. será que o verlaine quis ser a mulher dele. será por isso que ele é tão musical. será que essa é a pretensão mística. gozar como uma mulher.

a marcelle fecha as pernas com a minha mão ainda entre as suas coxas e deixa seu corpo cair para o lado. passo meu braço por trás do seu pescoço e a trago para perto. de costas para mim, nos abraçamos. ela coloca a mão por cima da minha e me mostra como quer que eu faça. meu rosto fica enterrado nos seus cabelos enquanto eu forço o seu corpo contra o meu e me concentro na respiração dela. ela estica as pernas.

fico com a impressão geral de que quando uma mulher aponta para o infinito, ela o faz com os pés.

0 comentários:

Post a Comment